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CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS

Resíduos de serviços de saúde

Descarte certo.
Cuidado em cada etapa.

Um guia visual para separar corretamente os resíduos no consultório — sem misturar embalagem limpa com resíduo infectante ou perfurocortante.

SEGREGUE NO MOMENTO EM QUE O RESÍDUO É GERADO

Ilustração de saco branco para resíduo infectante A4, coletor rígido para perfurocortantes E e cesto com embalagens limpas D
Imagem ilustrativa. Identificação e acondicionamento seguem o PGRSS do serviço.

A regra começa com uma pergunta simples: há contaminação, risco químico ou radiológico — ou o material pode perfurar/cortar? O nome do objeto, sozinho, não define o descarte.

Três destinos. Uma escolha segura.

Confira antes de descartar

Grupo A4 · saco branco leitoso

Gaze ou algodão com sangue contido

Se o sangue está contido no algodão ou na gaze, sem sangue ou líquido corpóreo na forma livre, esse material é A4 e vai no saco branco leitoso.

Até uma pequena gota contida conta: a Anvisa orienta que algodão ou gaze com gota de sangue contida seja A4 — não Grupo D.

O saco branco não é para todo resíduo do Grupo A. Sangue ou líquido corpóreo livre e outros resíduos biológicos podem exigir tratamento e acondicionamento próprios. Siga o PGRSS e a orientação do responsável técnico.

Grupo E · coletor específico

O que pode furar ou cortar

Agulhas, lâminas, lancetas, escalpes, ampolas de vidro (mesmo quebradas) e itens semelhantes vão para o coletor de perfurocortantes.

Use recipiente específico, fabricado para essa finalidade, identificado, rígido, com tampa e resistente à perfuração, ruptura e vazamento. Não use garrafa PET, bombona nem lixeira adaptada.

Seringa com agulha acoplada? Se não houver dispositivo de segurança apropriado para separar, descarte o conjunto inteiro no coletor. Nunca desconecte manualmente nem faça reencape manual.

Troque o coletor ao atingir 3/4 da capacidade, conforme fabricante ou demanda. Não esvazie manualmente nem reutilize.

Grupo D · resíduo comum

Material limpo e sem risco

Vai para o fluxo comum quando não há sinais nem suspeita de contaminação química, biológica ou radiológica e não existe risco de perfurar ou cortar.

  • Embalagens limpas da seringa e da agulha.
  • Capa limpa, retirada antes do uso — isso não autoriza reencapar a agulha.
  • Papéis e outros itens limpos, sem risco associado.
  • Algodão e gaze limpos, sem sinais ou suspeita de contaminação.

Se o material estiver contaminado ou houver dúvida sobre a condição dele, não o trate como comum por conveniência: siga o PGRSS e consulte o responsável do serviço.

Guarde esta regra

Na hora de separar, lembre:

A4 / brancoAlgodão ou gaze com sangue contido, sem líquido livre.
E / coletorAgulha, lâmina, vidro quebrado e qualquer material que fure ou corte.
D / comumEmbalagem, capa ou material limpo, sem risco de contaminação nem perfurocorte.
Na dúvida, pare e confirme.

Consulte o PGRSS e o responsável técnico do estabelecimento. Este guia apoia situações comuns, mas não substitui a classificação completa nem o treinamento da equipe.

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